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Fila resolve dor real: tirar do request o que não precisa estar ali. O problema é que muita gente usa fila como “remédio genérico” e acaba criando um sistema mais frágil, mais difícil de depurar e com risco de duplicidade.
Jobs e processamento assíncrono são excelentes quando usados com critério. Quando usados por impulso, viram fonte de incidentes.
Fila te dá principalmente três coisas: desacoplamento do tempo de resposta, capacidade de absorver picos e reprocessamento controlado. Ela não te dá garantia de que algo vai rodar uma vez só, nem te livra de tratar falhas externas. Na verdade, ela te obriga a tratar isso.
Se você joga um processo para a fila sem pensar em idempotência, retries e observabilidade, você só mudou o problema de lugar.
Se o usuário não precisa do resultado imediato, isso já é um sinal forte de fila.
Exemplos comuns:
A regra prática: se o usuário já pode seguir o fluxo sem esperar, tire do request.
API de terceiros falha, oscila, responde lento. Fila é ótima para isso porque permite retries e isolamento.
Exemplos:
Mas aqui entra o ponto crítico: fila não é desculpa para “tentar infinitamente”. Você precisa controlar tentativas e saber quando desistir.
Tudo que consome CPU, memória ou I/O e pode gerar timeout em request tende a ser melhor em job.
Exemplos:
Quando algo acontece e você precisa executar várias tarefas em sequência ou em paralelo, jobs ajudam a manter o sistema organizado.
Exemplo: “pedido pago” dispara:
Se você faz tudo no request, vira um fluxo pesado e frágil. Com jobs, você separa responsabilidades.
Fila é uma forma de “buffer”. Em vez de o sistema tentar processar tudo na hora e morrer, você coloca em fila e processa no ritmo que aguenta.
Isso é útil quando:
Se o usuário precisa saber na hora se deu certo, jogar em fila pode piorar a experiência.
Exemplos:
Você até pode usar job para efeitos colaterais, mas a decisão central precisa ser síncrona.
Às vezes a operação leva 20ms e você coloca na fila “por padrão”. Isso adiciona:
Fila não pode ser usada como padrão para tudo. Senão você cria um sistema cheio de jobs pequenos e difíceis de rastrear.
Fila sem visibilidade vira caixa-preta.
Se você não tem:
você vai descobrir problemas tarde demais. Nesse cenário, manter síncrono pode ser mais seguro até organizar a casa.
Jobs podem rodar duas vezes. Isso é normal: retry, timeouts, quedas de worker, reentregas. Se o job não é idempotente, você corre risco de:
Se não dá para tornar idempotente, trate o caso com mais cuidado. Às vezes o certo é manter a operação central síncrona e colocar apenas efeitos colaterais na fila.
Em produção, o seu job vai rodar duas vezes em algum momento. Não é “se”, é “quando”. Por isso, projetos maduros tratam idempotência como requisito.
Algumas abordagens comuns:
Não é uma bala de prata, mas é obrigatório ter uma estratégia.
Jobs não podem tentar para sempre. Você precisa definir:
E precisa aceitar que algumas coisas falham. O sistema não pode entrar em loop eterno tentando recuperar erro externo.
Se você está em dúvida, aqui vão sinais bem práticos:
Jobs e filas são uma das melhores ferramentas para dar escala e estabilidade em sistemas Laravel, mas elas exigem maturidade. Quando bem usadas, melhoram performance, isolam falhas e deixam o sistema mais previsível. Quando usadas sem critério, viram um sistema difícil de operar, cheio de jobs duplicados e incidentes intermitentes.
Fila não é atalho. É arquitetura.
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