Foto de Rubaitul Azad na Unsplash
APIs geralmente funcionam muito bem no começo. Passam nos testes, respondem rápido em ambiente local e entregam o que foi pedido. O problema é que produção cobra coisas que quase nunca são consideradas no início.
A maioria dos problemas que aparecem em APIs não vem da linguagem, mas de decisões técnicas erradas ou simplesmente ignoradas. Abaixo estão os erros mais comuns que vejo em sistemas que começam a dar dor de cabeça depois de ir para produção.
Esse é um clássico.
Validar apenas no frontend é assumir que:
Em produção, isso não acontece.
API precisa validar tudo o que recebe: tipo, formato, limites e estados possíveis. Qualquer dado inválido que entra no sistema vira bug silencioso, inconsistência ou erro difícil de rastrear depois.
Uma hora o endpoint retorna erro como string, outra hora como objeto, outra hora com HTTP 200 e mensagem de erro no corpo.
Isso gera:
API de produção precisa ter padrão. Mesmo formato de resposta, mesmos campos, mesmos códigos HTTP. Isso reduz erro e aumenta previsibilidade.
Sem rate limiting, uma API fica exposta a:
Muitas quedas de API não são ataques. São apenas clientes chamando demais um endpoint que não foi preparado para isso.
Controle de requisições não é opcional em produção.
Quando controller começa a virar:
o código se torna frágil.
Esse tipo de acoplamento dificulta:
Separar responsabilidades não é academicismo. É o que evita refatorações dolorosas depois.
Em produção, requisições podem ser reenviadas. Jobs podem rodar mais de uma vez. Webhooks podem disparar duplicado.
Se a API não for idempotente:
Esse tipo de bug geralmente só aparece depois de um tempo, quando já tem dado real envolvido.
APIs de terceiros falham. Sempre.
Se sua API depende de outro serviço e não define:
ela vai travar junto.
Código de produção não assume sucesso. Ele se prepara para falha.
Sem timeout, uma chamada externa lenta pode:
Timeout é uma forma de proteção do sistema. Não definir é deixar o sistema vulnerável.
Log demais é tão ruim quanto log nenhum.
Em produção, log precisa responder perguntas como:
Logs genéricos ou inexistentes transformam qualquer incidente em caça ao erro.
Alterar contrato de API sem versionamento quebra clientes silenciosamente.
Versão não é detalhe. É o que permite evoluir a API sem destruir integrações existentes.
Ignorar isso costuma gerar retrabalho e retratação depois.
Produção não é lugar para:
APIs em produção precisam ser previsíveis, estáveis e fáceis de operar. Qualquer mudança deve assumir impacto real.
APIs quebram porque foram pensadas apenas para funcionar, não para operar em produção.
Evitar esses erros não exige ferramentas mirabolantes. Exige postura técnica, atenção ao contexto e responsabilidade com quem vai depender da API depois.
WhatsApp é um canal excelente para alerta porque ele tem uma característica que e-mail e…
Durante alguns anos, o AMP foi tratado como solução quase obrigatória para quem queria desempenho…
Performance, acessibilidade e boas práticas deixaram de ser “detalhes técnicos” e passaram a impactar diretamente…
O cenário (realista) Você quer receber um evento via API (Webhook), enviar uma mensagem no…
Automação deixou de ser algo exclusivo de grandes sistemas. Hoje, boa parte das aplicações depende…
Durante muito tempo, o WhatsApp foi visto apenas como um canal de comunicação direta: mensagens,…